Segunda
(Valentine)
vago nas espumas das ondas que separam o mar da areia
vago entre as ondas de meus pensamentos
que me separam de meu corpo
e me levam a lugares distantes,
viajo nas correntes
que passam por dentro de meu corpo
viajo por entre as estrelas que meus olhos fitam
e me levam para um canto qualquer do universo
que preciso descobrir onde está
vejo uma luz azulada partindo o espaço em duas cortinas,
vejo minha retina trespassada
por um vento visível
que corta tudo por onde passa
deixando um rastro de fumaça e cheiro de alecrim
ai de mim, pobre mortal!
jamais poderei viver
na vastidão do universo, como gostaria
brincando com a poeira cósmica
por isso tento recriar o amor em verso,
como diria o poeta!